Desconexo

A carne que dói com o movimento
O tormento da dor e cor
Que escurece as palavras
Que tecem a roupa
Rasgada no asfalto quente.

Segundos de conchilo
Semanas de insônia.
Devo apenas lamentar
Chorar e sorrir?
Querer no tempo retroceder?

Ah, quantas lamurias!
Quantos números
Quantos pontos e costuras;
Pergunto-me sempre
Devo apenas esperar?

As manhãs logo passam
As tardes queimam
Penicam as costas
Eu fico aqui, parado!
Só esperando a dor cessar.

1 comentários:

Oficineiro disse...

Olá Isac, as vezes é preciso desordenar para ordenar. Parabéns pela poesia.

"A dor é temporária. Ela pode durar um minuto, ou uma hora, ou um dia, ou um ano, mas finalmente ela acabará e alguma outra coisa tomará o seu lugar. Se eu paro, no entanto, ela dura para sempre." (Lance Armstrong)

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