Um milhão de coisas
Resumidas em pedaços de olhares
Em estilhaços de balas
Em pontos de polvora
Perfuradas num corpo velho cansado.
Parece que caminhar
Incansavelmente por nos esmorecer
Parece que correr perseguindo
Um sonho, que seja, um devaneio
Pode nos fraturar como ossos.
Um milhão de olhares
Um milhão de estilhaços;
Procuro você em cada curva
Em cada ponto de viagem
No instante que dura a sua passagem.
Parece que voltar a caminhar
No edifica, às vezes, nos reconstrói
Remonta os pedaços espalhados
Norteia os caminhos perdidos
Traz de volta aquele olhar feliz.
Uma poesia triste
São tantas as voltas que a vida dá
São tanto os desencontros
São tantas as partidas sem voltas
Os beijos que se despendem
Os abraços que derradeiros confortam.
Partiu essa manhã...
Quem dera fosse apenas momentâneo
Fosse assim tão fugaz
Que em uns dias, semanas
O vento trago-os de volta.
Parece que partir
Faz parte, está empreguinado
Nessa rotina cansativa
Nessa locomotiva incansada
Nesse terminal de idas e voltas.
Pois, assim, quando a dor
Não parte, não promete viagem
Quando o instante de choro
Parece eterno e incansável
O tempo tenta encobrir os ferimentos.
São tanto os desencontros
São tantas as partidas sem voltas
Os beijos que se despendem
Os abraços que derradeiros confortam.
Partiu essa manhã...
Quem dera fosse apenas momentâneo
Fosse assim tão fugaz
Que em uns dias, semanas
O vento trago-os de volta.
Parece que partir
Faz parte, está empreguinado
Nessa rotina cansativa
Nessa locomotiva incansada
Nesse terminal de idas e voltas.
Pois, assim, quando a dor
Não parte, não promete viagem
Quando o instante de choro
Parece eterno e incansável
O tempo tenta encobrir os ferimentos.
Rotin(ando)
Hoje o dia amanheceu...
Claro, radiante e ensolarado.
Coisa típica que o cariri desenha
Que o cariri impõe
Toda vez que os olhos abrimos.
Mais um dia amanheceu
E a rotina, rodopia nas 24 horas do dia
Para que amanheçamos
Tipicamente como o dia anterior
Claro, radiante e ensolarada.
A rotina nos cansa amiúde
O ócio, faz-nos como relógios
Faz-nos como carros de fricção
Cansamos e nos impulsionam
Com um puxar de ré.
Então, bocejo, preguiça aparente
Parece o sono chegar
Parece querer estacionar o corpo
Jogá-lo num lugar qualquer
Mão ou contra mão da rotina de um dia.
Claro, radiante e ensolarado.
Coisa típica que o cariri desenha
Que o cariri impõe
Toda vez que os olhos abrimos.
Mais um dia amanheceu
E a rotina, rodopia nas 24 horas do dia
Para que amanheçamos
Tipicamente como o dia anterior
Claro, radiante e ensolarada.
A rotina nos cansa amiúde
O ócio, faz-nos como relógios
Faz-nos como carros de fricção
Cansamos e nos impulsionam
Com um puxar de ré.
Então, bocejo, preguiça aparente
Parece o sono chegar
Parece querer estacionar o corpo
Jogá-lo num lugar qualquer
Mão ou contra mão da rotina de um dia.
Um belo momento
A segurança que causa-me
Na hora do descanso em teu peito
Ouvindo as batidas apressadas
De um depós momentos de carícias.
Parece sumir o mundo
Silenciar o barulho de toda agitação
Ressaltando apenas,
O baque de um peito a batucar.
Abraço-te forte, largo
Como se fizesse parte de um ritual
Como se meus braços, harmoniosamente
Pertencessem ao contorno da tua cintura.
Beijo-te, pois, o ventre
Como se assim selasse
A trajetória rodopiante da boca
Ao encontro certeiro de seus lábios.
Na hora do descanso em teu peito
Ouvindo as batidas apressadas
De um depós momentos de carícias.
Parece sumir o mundo
Silenciar o barulho de toda agitação
Ressaltando apenas,
O baque de um peito a batucar.
Abraço-te forte, largo
Como se fizesse parte de um ritual
Como se meus braços, harmoniosamente
Pertencessem ao contorno da tua cintura.
Beijo-te, pois, o ventre
Como se assim selasse
A trajetória rodopiante da boca
Ao encontro certeiro de seus lábios.
Mais uma declaração
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Isac
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Quando as coisas desarrumadas
Parecem não mais ter ordem;
Assim pensava desesperado
Quando a vida desandou.
Quando apenas os analgésicos
Os antibióticos os acessos de soro
Os comprimidos, que comprimem a noite
Foram os meus maiores aliados.
Deus não desampara ninguém
Até mesmo quando dele
Não merecemos um alívio
Porém, ao nosso lado ele está.
Um presente, raro, caro e inimaginável
Fui presenteado com o mesmo.
Ingressou minha vida
E dela não quero jamais que parta.
Ordenou tudo, até minhas manhãs
Parecem mais vivas
Minhas tardes mais alegres
E minhas noites mais acompanhadas.
Eu falo de você minha linda
Que os nossos dias sejam
Tão felizes quanto já somos
E que todos os dias...
Permaneçamos juntos!
Amo-te!
Parecem não mais ter ordem;
Assim pensava desesperado
Quando a vida desandou.
Quando apenas os analgésicos
Os antibióticos os acessos de soro
Os comprimidos, que comprimem a noite
Foram os meus maiores aliados.
Deus não desampara ninguém
Até mesmo quando dele
Não merecemos um alívio
Porém, ao nosso lado ele está.
Um presente, raro, caro e inimaginável
Fui presenteado com o mesmo.
Ingressou minha vida
E dela não quero jamais que parta.
Ordenou tudo, até minhas manhãs
Parecem mais vivas
Minhas tardes mais alegres
E minhas noites mais acompanhadas.
Eu falo de você minha linda
Que os nossos dias sejam
Tão felizes quanto já somos
E que todos os dias...
Permaneçamos juntos!
Amo-te!
O mundo
Um mundo só onde eu vivo
Tão restrito e prescrito
Quanto uma solicitação medicamentosa
Tão quadrado quando um
Dado viciado de um a seis.
É um mundo permanentemente... Só!
Tão profundo e cibernético
Quando as informações frenéticas
Que viajam rapidamente
Nas veis óticas, transparente e cristalina.
É um gole de cachaça... Brava
Que rasga a garganta no gole
Que queima o estômago
Que alucina os neurônios
Que faz o copo desandar.
É um acesso limpo de soro
É uma marcha lenta e escoltada
É um livro de poesia inacabado
É uma revelação inconstante
É uma raio de luz e uma chame de vela.
Tão restrito e prescrito
Quanto uma solicitação medicamentosa
Tão quadrado quando um
Dado viciado de um a seis.
É um mundo permanentemente... Só!
Tão profundo e cibernético
Quando as informações frenéticas
Que viajam rapidamente
Nas veis óticas, transparente e cristalina.
É um gole de cachaça... Brava
Que rasga a garganta no gole
Que queima o estômago
Que alucina os neurônios
Que faz o copo desandar.
É um acesso limpo de soro
É uma marcha lenta e escoltada
É um livro de poesia inacabado
É uma revelação inconstante
É uma raio de luz e uma chame de vela.
Quando...
Quando eu já não for segredo
E teus olhos me olharem rapidamente
Revelando o desconhecido mundo
Trazendo à tona a alegria
Da descoberta de um amor escondido.
Quando beijar-te já não for um sonho,
Fotografias belas lembranças
A carta de amor, fútil nostalgia
E o pensamento algo inatingível
O sol nascerá mais claro e evidente.
Quando aquecer minhas mãos
Com o toque suave e manso das suas;
Dormir e acordar serão detalhes
Corriqueiros que a vida trilha
Pois, tê-la é surrealmente real.
Quando a saudade bater no peito
A tristeza tocar o corpo
Lembro-me, pois, felizmente
Que abriste os olhos essa manhã
Contente a viver mais um dia.
E teus olhos me olharem rapidamente
Revelando o desconhecido mundo
Trazendo à tona a alegria
Da descoberta de um amor escondido.
Quando beijar-te já não for um sonho,
Fotografias belas lembranças
A carta de amor, fútil nostalgia
E o pensamento algo inatingível
O sol nascerá mais claro e evidente.
Quando aquecer minhas mãos
Com o toque suave e manso das suas;
Dormir e acordar serão detalhes
Corriqueiros que a vida trilha
Pois, tê-la é surrealmente real.
Quando a saudade bater no peito
A tristeza tocar o corpo
Lembro-me, pois, felizmente
Que abriste os olhos essa manhã
Contente a viver mais um dia.
Eu canto - Sol na Macambira
Eu canto o canto que ecoa de todos os cantos
É o som do mar, do vento do norte
Da pedra que quer rolar e inundar o sertão
Eu insisto no caboclo a ficar na terrinha
Plantar feijão, arroz e milho.
Eu canto a procura de Maria
Eu faço poesia, boemia, porém
Não bebo álcool e nem gasolina.
Além de Maria, chamo por Mariana
Uma mistura de mar e Ana
De brisa e calor caririense;
Danço reisado, pulo cabaçal e cirando
Rezo ao meu Padim, a Frei Damião
São Francisco e santo Antônio,
Levo uma reca de menino e mais a mulher
Sem perder a fé e nem a esperança.
Canto por aí nas andanças
De um candeeiro que não acaba
Nem a chuva é capaz de apagá-lo
É o candeeiro solar.
A fé nordestina, a vontade de lutar
A esperança que não morre jamais
Nem na guerra, na fome
E nem na falta de chuva.
Grito por aí procurando uma parte de mim
Que foi levado, que foi roubado!
Falo ainda do sangue derramado
Que brotaram rosas, encharcando o ar
De perfume, é a negra calunga.
De um beijo que o vento levou
Forte e leve direto pra Sidha
Que em oração transformou.
Pego carona na mobilete de seu Zé
Vou a Cajazeiras, rodo Juazeiro
Subo o horto e vou a Canindé
Em menos de alguns trinta minutos
Às vezes prefiro viajar lentamente
No compasso dos tropeiros
Que partem no amanhecer do dia
Tocando a burrarada.
www.bandasolnamacambira.com
É o som do mar, do vento do norte
Da pedra que quer rolar e inundar o sertão
Eu insisto no caboclo a ficar na terrinha
Plantar feijão, arroz e milho.
Eu canto a procura de Maria
Eu faço poesia, boemia, porém
Não bebo álcool e nem gasolina.
Além de Maria, chamo por Mariana
Uma mistura de mar e Ana
De brisa e calor caririense;
Danço reisado, pulo cabaçal e cirando
Rezo ao meu Padim, a Frei Damião
São Francisco e santo Antônio,
Levo uma reca de menino e mais a mulher
Sem perder a fé e nem a esperança.
Canto por aí nas andanças
De um candeeiro que não acaba
Nem a chuva é capaz de apagá-lo
É o candeeiro solar.
A fé nordestina, a vontade de lutar
A esperança que não morre jamais
Nem na guerra, na fome
E nem na falta de chuva.
Grito por aí procurando uma parte de mim
Que foi levado, que foi roubado!
Falo ainda do sangue derramado
Que brotaram rosas, encharcando o ar
De perfume, é a negra calunga.
De um beijo que o vento levou
Forte e leve direto pra Sidha
Que em oração transformou.
Pego carona na mobilete de seu Zé
Vou a Cajazeiras, rodo Juazeiro
Subo o horto e vou a Canindé
Em menos de alguns trinta minutos
Às vezes prefiro viajar lentamente
No compasso dos tropeiros
Que partem no amanhecer do dia
Tocando a burrarada.
www.bandasolnamacambira.com
Penso
Penso no dia que minhas pernas
Possam sustentar meu corpo cansado
Que as muletas, de alumínio arranhado
Virem apenas uma vaga lembrança
De um compasso já escoltado.
Penso na hora, nos minutos
Que andar não se torne um desafio
Que equilibrar-me;
Seja tão normal e simples
Quanto um respirar ofegante.
É tão fútil...
Um passo após o outro
Um pé depois do outro
Um ação de cada vez
Uma carga para cada instante.
Penso no dia em que a dor
Que tanto o sono perturba
Possa meu corpo deixar
Eu enfim, poder, aliviado
Fazer poesia sem me incomodar.
Possam sustentar meu corpo cansado
Que as muletas, de alumínio arranhado
Virem apenas uma vaga lembrança
De um compasso já escoltado.
Penso na hora, nos minutos
Que andar não se torne um desafio
Que equilibrar-me;
Seja tão normal e simples
Quanto um respirar ofegante.
É tão fútil...
Um passo após o outro
Um pé depois do outro
Um ação de cada vez
Uma carga para cada instante.
Penso no dia em que a dor
Que tanto o sono perturba
Possa meu corpo deixar
Eu enfim, poder, aliviado
Fazer poesia sem me incomodar.
Seja!
Se a vida tem que ser assim... Que seja!
Que as águas rolem
Que as forças fluam
Que os fêmus se quebrem
Que as lágrimas desçam.
Se a vida, sem norte flui
Se os dias nascem e morrem
Se os fatos ocorrem depressa
Se pessoas se despedem e falecem
A vida é assim ... Corriqueira.
Que seja!
Que as águas rolem
Que as forças fluam
Que os fêmus se quebrem
Que as lágrimas desçam.
Se a vida, sem norte flui
Se os dias nascem e morrem
Se os fatos ocorrem depressa
Se pessoas se despedem e falecem
A vida é assim ... Corriqueira.
Que seja!
Teu nome
Escrevi no papel o teu nome
Com tanta inspiração e afeto
Que uma poesia nasceu
Talvez a mais linda, mais poética.
A caneta desenhava incansável
Cada ponto final, cada vírgula
Cada declaração amorosa
Parecia um descrever profético do amor.
Escrevi o sol ilunimando teus cabelos
Assim como a lua clareando a noite
Assim como um sorriso
Contido, alegre e manso.
A caneta, enfim parou...
A tinta deixou de descer frenética
Sobrando espaço no papel branco
Apenas para o teu nome desenhar!
Com tanta inspiração e afeto
Que uma poesia nasceu
Talvez a mais linda, mais poética.
A caneta desenhava incansável
Cada ponto final, cada vírgula
Cada declaração amorosa
Parecia um descrever profético do amor.
Escrevi o sol ilunimando teus cabelos
Assim como a lua clareando a noite
Assim como um sorriso
Contido, alegre e manso.
A caneta, enfim parou...
A tinta deixou de descer frenética
Sobrando espaço no papel branco
Apenas para o teu nome desenhar!
Mário Quintana
Eu queria trazer-te uns versos muito lindos
colhidos no mais íntimo de mim...
Suas palavras
seriam as mais simples do mundo,
porém não sei que luz as iluminaria
que terias de fechar teus olhos para as ouvir...
Sim! Uma luz que viria de dentro delas,
como essa que acende inesperadas cores
nas lanternas chinesas de papel!
Trago-te palavras, apenas... e que estão escritas
do lado de fora do papel... Não sei, eu nunca soube o que dizer-te
e este poema vai morrendo, ardente e puro, ao vento
da Poesia... Como uma pobre lanterna que incendiou!
Muito massa! Para você Linda, não haveria poesia mais adequada! rsrs
colhidos no mais íntimo de mim...
Suas palavras
seriam as mais simples do mundo,
porém não sei que luz as iluminaria
que terias de fechar teus olhos para as ouvir...
Sim! Uma luz que viria de dentro delas,
como essa que acende inesperadas cores
nas lanternas chinesas de papel!
Trago-te palavras, apenas... e que estão escritas
do lado de fora do papel... Não sei, eu nunca soube o que dizer-te
e este poema vai morrendo, ardente e puro, ao vento
da Poesia... Como uma pobre lanterna que incendiou!
Muito massa! Para você Linda, não haveria poesia mais adequada! rsrs
Versinhos
Eu trago esses simples versos
Como se eles fossem meus sentimentos
Como se cada verso, cada pedaço
Cada caquinho de poesia
Descrevesse o pulsar da emoção.
Cheio de pretensões
Porém, desprovido de saberes;
Que faça-te feliz
Em cada palavra iluminada
A clarear o seu dia.
Como se eles fossem meus sentimentos
Como se cada verso, cada pedaço
Cada caquinho de poesia
Descrevesse o pulsar da emoção.
Cheio de pretensões
Porém, desprovido de saberes;
Que faça-te feliz
Em cada palavra iluminada
A clarear o seu dia.
Isolado
Olhando a minha vida de perto
Cadeira de rodas, muletas, pontos, dores...
Parece que ainda permaneço longe
Ainda na margem de erro
Na medida de dispersão!
Ainda fugindo do real;
Mesmo após dias que se passaram
Carros que já transportaram
Salários que já foram pagos
Às vezes o imaginário quer reinar.
É fraqueza? É imperfeição? É falta de coragem?
Eu não sei, eu não sei!
É tão fácil o dizer de Einstein:
“Eu só sei o que nada sei”.
Mas permaneço aqui isolado de qualquer conclusão.
Cadeira de rodas, muletas, pontos, dores...
Parece que ainda permaneço longe
Ainda na margem de erro
Na medida de dispersão!
Ainda fugindo do real;
Mesmo após dias que se passaram
Carros que já transportaram
Salários que já foram pagos
Às vezes o imaginário quer reinar.
É fraqueza? É imperfeição? É falta de coragem?
Eu não sei, eu não sei!
É tão fácil o dizer de Einstein:
“Eu só sei o que nada sei”.
Mas permaneço aqui isolado de qualquer conclusão.
Ilusão de ótica
Hoje acordei e outra parte de mim
Foi carregada para longe, distante!
Talvez um pedaço de mim ainda esteja caído
Jogada no asfaltado ainda frio
De uma manhã de sábado de certo ano.
Talvez cada mão que me carregava
Que me transportava
Uma porcentagem do meu corpo ficava
Espalhada, dilacerada, fraturada...
Inúmeras divisões, subdivisões de um despedaçado.
Um coração partido ainda pulsando
Um olhar quebrado ainda enxergando
Uma vida quase interrompida ainda vivendo;
Parece que os pontos já foram entregues
Parece ser, mas não... Ilusão de ótica.
Foi apenas uma tristeza momentânea
Revestida de uma efêmera lembrança
Agasalhada de uma nostalgia aparente
Um pensamento fugidio
De um dia que não sai do inconsciente.
Foi carregada para longe, distante!
Talvez um pedaço de mim ainda esteja caído
Jogada no asfaltado ainda frio
De uma manhã de sábado de certo ano.
Talvez cada mão que me carregava
Que me transportava
Uma porcentagem do meu corpo ficava
Espalhada, dilacerada, fraturada...
Inúmeras divisões, subdivisões de um despedaçado.
Um coração partido ainda pulsando
Um olhar quebrado ainda enxergando
Uma vida quase interrompida ainda vivendo;
Parece que os pontos já foram entregues
Parece ser, mas não... Ilusão de ótica.
Foi apenas uma tristeza momentânea
Revestida de uma efêmera lembrança
Agasalhada de uma nostalgia aparente
Um pensamento fugidio
De um dia que não sai do inconsciente.
Eis aqui
Escrever quando o instante despropicia
Quando vento sopra contrariando
Quando a boca diz palavras
Ferozes e de farpa cortante.
Escrever amiúde, improvisando versos
Apagando pensamentos
Excluindo desaprovações
Provocações pequenas, multiplicadas em milhares.
Esse instante escuro, nublado
Reprime-me a boca
As linhas da poesia
A voz da canção de amor.
Eis aqui milhões de coisas de afetos
Dezenas de poesias
Variadas e demasiadas declarações de amor
Não foi e nem é em vão... É real!
Quando vento sopra contrariando
Quando a boca diz palavras
Ferozes e de farpa cortante.
Escrever amiúde, improvisando versos
Apagando pensamentos
Excluindo desaprovações
Provocações pequenas, multiplicadas em milhares.
Esse instante escuro, nublado
Reprime-me a boca
As linhas da poesia
A voz da canção de amor.
Eis aqui milhões de coisas de afetos
Dezenas de poesias
Variadas e demasiadas declarações de amor
Não foi e nem é em vão... É real!
Certeza
Dai-me um beijo longo
Como aquele que não acaba jamais;
Beija-me lentamente
Como engarrafamento Paulista,
Abraça-me, forte, largo e nostálgico.
Tenho a única certeza
Baseado no ontem, passado
Que jamais voltará,
Da palavra dita, voraz, afiada
Da mentira falseada.
Eu, confundido, confuso, interrogando
O que? Como? Será?
A vida passa de leve, depressa
Só uma vez!
Solitária sem repetições.
Dias que fico pensando
Minutos que me prendem:
Tanto pensamento!
Tanta água no olho
Que descem, descem...
Como aquele que não acaba jamais;
Beija-me lentamente
Como engarrafamento Paulista,
Abraça-me, forte, largo e nostálgico.
Tenho a única certeza
Baseado no ontem, passado
Que jamais voltará,
Da palavra dita, voraz, afiada
Da mentira falseada.
Eu, confundido, confuso, interrogando
O que? Como? Será?
A vida passa de leve, depressa
Só uma vez!
Solitária sem repetições.
Dias que fico pensando
Minutos que me prendem:
Tanto pensamento!
Tanta água no olho
Que descem, descem...
Vagarosa lembrança
Abriu-se a porta
O céu escurecido eu fitei
Chorei, sorri e calei
Mãe eu parti para longe
Do afeto de teu abraço a acalentar.
O mundo eu vi
Olhando o teto pálido
O que o branco me dizia
Quando a insônia estacionava
Que o desespero fundia
O pensamento fugaz.
Na TV assistia
O que o tempo não muda
O hipócrita, o sarcástico
Cuspindo o rosto espectador
Na madrugada fria
De falta de sonho, excesso de dor.
Doeu quando a saudade apertou
Doeu quando a porta se abriu
Doeu quando você me faltou
Doeu quando teu sorriso eu não vi.
O céu escurecido eu fitei
Chorei, sorri e calei
Mãe eu parti para longe
Do afeto de teu abraço a acalentar.
O mundo eu vi
Olhando o teto pálido
O que o branco me dizia
Quando a insônia estacionava
Que o desespero fundia
O pensamento fugaz.
Na TV assistia
O que o tempo não muda
O hipócrita, o sarcástico
Cuspindo o rosto espectador
Na madrugada fria
De falta de sonho, excesso de dor.
Doeu quando a saudade apertou
Doeu quando a porta se abriu
Doeu quando você me faltou
Doeu quando teu sorriso eu não vi.
Emudecido
Teu beijo calou-me a boca
Enclausuram as palavras
Que quase transbordavam
A invadirem teu ouvido.
O que tinhas a dizer?
O que pensavas anteriormente?
Nada além do vago pensamento;
Do mar de solidão azulado.
Atônito e emudecido;
Assim como a flor inabalável
Como a pipa silenciosa no céu a cair
Em dias quentes e sem vento.
Para onde irão meu pensamentos agora?
Para quem os direi?
Aqui escrevo desesperado
Errado e sem correções.
E o amor, novo amor;
Agora que me calou a voz
O que resta emudecido, atônito e inabalável...
Resta-me vivê-lo...
A mercê de dias continuados e infinitos!
M. linda!
Enclausuram as palavras
Que quase transbordavam
A invadirem teu ouvido.
O que tinhas a dizer?
O que pensavas anteriormente?
Nada além do vago pensamento;
Do mar de solidão azulado.
Atônito e emudecido;
Assim como a flor inabalável
Como a pipa silenciosa no céu a cair
Em dias quentes e sem vento.
Para onde irão meu pensamentos agora?
Para quem os direi?
Aqui escrevo desesperado
Errado e sem correções.
E o amor, novo amor;
Agora que me calou a voz
O que resta emudecido, atônito e inabalável...
Resta-me vivê-lo...
A mercê de dias continuados e infinitos!
M. linda!
Começo e fim
Por que tão leve é a vida
A morrer por besteira
A morrer por um sopro qualquer
E não por uma ventania.
Uma folha caída
Frágil e quebradiça
Que despenca do céu
Num voo sem volta e sem asas.
Assim é a morte encerrando a vida?
Ou a morte iniciando novos dias?
A vida e a morte...
Recomeço e partida.
Um pedaço de vida
Por que não por completa
Sem fim, sem despedidas
Sem choros e velas.
A morrer por besteira
A morrer por um sopro qualquer
E não por uma ventania.
Uma folha caída
Frágil e quebradiça
Que despenca do céu
Num voo sem volta e sem asas.
Assim é a morte encerrando a vida?
Ou a morte iniciando novos dias?
A vida e a morte...
Recomeço e partida.
Um pedaço de vida
Por que não por completa
Sem fim, sem despedidas
Sem choros e velas.
Viva?
Viva ao tiro da arma premeditada
Ao roubo de vidas e olhares
A partida da criança sonhadora
Do pai que saiu e não voltou
Ao velho de dezoito anos.
Viva a roleta russa
Aos miolos e sangue no quadro da parede
Viva, viva, viva
A bala perdida...
Que encontrou um peito feliz.
Viva a juventude
A velha juventude drogada
Jogada na calçada
Desprovida de sonhos e futuros
Viva a faca afiada no "bucho" do trabalhador.
Viva a sociedade alternativa?
Viva a utopia!
A falta de esperança, de prazer...
Viva, viva, viva
Ao suor escravizado do negro alforriado.
Puta que pariu!
Ao roubo de vidas e olhares
A partida da criança sonhadora
Do pai que saiu e não voltou
Ao velho de dezoito anos.
Viva a roleta russa
Aos miolos e sangue no quadro da parede
Viva, viva, viva
A bala perdida...
Que encontrou um peito feliz.
Viva a juventude
A velha juventude drogada
Jogada na calçada
Desprovida de sonhos e futuros
Viva a faca afiada no "bucho" do trabalhador.
Viva a sociedade alternativa?
Viva a utopia!
A falta de esperança, de prazer...
Viva, viva, viva
Ao suor escravizado do negro alforriado.
Puta que pariu!
Tempo, temp, tem, te, t,
O tempo que corre depressa
Envelhecendo pensamentos e processadores
O tempo que não perdoa
Nem mesmo os mais fracos
Fibras, vidro e carne.
A força da gravidada
Que nos faz curvarmos a coluna
O poder do tempo
Que nos faz andar depressa
Apressado e desmedidamente.
O sinal verde ficou e permaneceu
E espero o vermelho ansioso
Ora, um suspiro, uma pausa
Para viver devagarinho
De mansinho demasiadamente.
Espero apressado, apressando...
O tempo não nos dá trégua
Não perdoa, só condena
Espero vivendo
O dia em que o tempo parar!
Envelhecendo pensamentos e processadores
O tempo que não perdoa
Nem mesmo os mais fracos
Fibras, vidro e carne.
A força da gravidada
Que nos faz curvarmos a coluna
O poder do tempo
Que nos faz andar depressa
Apressado e desmedidamente.
O sinal verde ficou e permaneceu
E espero o vermelho ansioso
Ora, um suspiro, uma pausa
Para viver devagarinho
De mansinho demasiadamente.
Espero apressado, apressando...
O tempo não nos dá trégua
Não perdoa, só condena
Espero vivendo
O dia em que o tempo parar!
Besteira
No peito partido pulsa
Um galope manso e triste
Um passo de longa idade
De eternos desencontros.
Partirei para longe de teus olhos
Perto do mar das saudades
Do céu de domingo
Do claustro de sorrisos e alegrias.
Minha linda, meu amor!
Minhas palavras se calaram
Minha voz emudeceu
Com o que pesares.
Chorei calado e sozinho
Como o velho do fim da rua
Do poeta apaixonado
Do meu eu magoado.
Um galope manso e triste
Um passo de longa idade
De eternos desencontros.
Partirei para longe de teus olhos
Perto do mar das saudades
Do céu de domingo
Do claustro de sorrisos e alegrias.
Minha linda, meu amor!
Minhas palavras se calaram
Minha voz emudeceu
Com o que pesares.
Chorei calado e sozinho
Como o velho do fim da rua
Do poeta apaixonado
Do meu eu magoado.
Depós sonho
Um lapso de sonho
Um pedaço de perfume
Que invadiu as narinas
E uma recordação nasceu.
Atordoado, meio assim...
A procurar pelo cheiro
Pelo gosto do beijo
Da boca de pequenina flor.
Meus olhos semi abertos
Face de sonho e sono
Tateando o vácuo da manhã
A buscar tua presença.
Meio assim... Atordoado
Enfurecido e inconformado
Restou-me o celular
E a sua voz escutar
Acalmando-me os nervos!
Teamolinda!
Um pedaço de perfume
Que invadiu as narinas
E uma recordação nasceu.
Atordoado, meio assim...
A procurar pelo cheiro
Pelo gosto do beijo
Da boca de pequenina flor.
Meus olhos semi abertos
Face de sonho e sono
Tateando o vácuo da manhã
A buscar tua presença.
Meio assim... Atordoado
Enfurecido e inconformado
Restou-me o celular
E a sua voz escutar
Acalmando-me os nervos!
Teamolinda!
Curta... Linda!
Na TV eu vejo o que os homens dizem
Nos livros um retrato do passado
Na minha poesia
Questionamentos, nostalgia e paixão.
Fecho os olhos para entender
Escrevo o teu nome mil vezes
Fechos e abro os olhos
Anoiteço e amanheço megulhado em você.
Minha linda menina
Nos livros um retrato do passado
Na minha poesia
Questionamentos, nostalgia e paixão.
Fecho os olhos para entender
Escrevo o teu nome mil vezes
Fechos e abro os olhos
Anoiteço e amanheço megulhado em você.
Minha linda menina
Bem perto
Quando acordar
Sentir a suadade mansa
Como o vento soprando o ouvido
O som do mar invadindo
Os portões escancarados da alma.
Quero mergulhar
No oceano de mistérios
Àqueles segredos infinitos
Que teu olhar me diz toda tarde
Que tuas mãos aquecem no toque.
Um pedaço de lua
Um pedaço de sol
Ofereço-te divididos
Pois são noites e dias
Sóis e luares
A ficar ao teu lado.
A poesia que escreve teu nome
O som que o prouncia
A lembrança que não cessa
E insiste minuto a minuto
Segundo a segundo
A querer-te por perto.
Minha linda
Sentir a suadade mansa
Como o vento soprando o ouvido
O som do mar invadindo
Os portões escancarados da alma.
Quero mergulhar
No oceano de mistérios
Àqueles segredos infinitos
Que teu olhar me diz toda tarde
Que tuas mãos aquecem no toque.
Um pedaço de lua
Um pedaço de sol
Ofereço-te divididos
Pois são noites e dias
Sóis e luares
A ficar ao teu lado.
A poesia que escreve teu nome
O som que o prouncia
A lembrança que não cessa
E insiste minuto a minuto
Segundo a segundo
A querer-te por perto.
Minha linda
Não, não chore!
Não chore minha menina!
Digo!
Evite águas rolarem... Despencarem!
Afogarem seus olhos
Na imensidão do teu olhar.
Não baixe a guarda
A flor da manhã há de florir
E o céu azul há de cair
Da terra brotar felicidade.
É inverno nas tuas luas claras
No mar de teus olhos
É seca no chão do quintal
É oração no entrelaçar dos dedos.
Não chore meu amor
Espere o sol se esconder
Bem atrás do infinito
O calor e o suor no teu rosto gelar.
Manda chuva pro sertão, senhora!
Leva-me nas ondas e nos pingos
De volta ao meu lar
Para secar o choro e as lágrimas
Da minha menina que sofre!
Digo!
Evite águas rolarem... Despencarem!
Afogarem seus olhos
Na imensidão do teu olhar.
Não baixe a guarda
A flor da manhã há de florir
E o céu azul há de cair
Da terra brotar felicidade.
É inverno nas tuas luas claras
No mar de teus olhos
É seca no chão do quintal
É oração no entrelaçar dos dedos.
Não chore meu amor
Espere o sol se esconder
Bem atrás do infinito
O calor e o suor no teu rosto gelar.
Manda chuva pro sertão, senhora!
Leva-me nas ondas e nos pingos
De volta ao meu lar
Para secar o choro e as lágrimas
Da minha menina que sofre!
O início, o tambor e a vida
Tudo parte do princípio
O início das coisas e dos sons
Das cores e dos sorrisos
De lágrimas contidas
De choros e ladainhas.
O olho que vê
A boca que pronuncia
E ouvidos que se fecham
A notícia do fim
Noticiando clarões
Raios e dias mas iluminados.
Se é o que nos consome
Se é o que nos sentencia
Digo que as forças
Os braços hão de lutar
Até os confins da batalha.
E mesmo que nos calem a boca
Rasquem os escritos, as poesias
Que nos impeçam de pensar e tentar
O coração ainda pulsará vivaz
Na batida do tambor eterno da vida.
O início das coisas e dos sons
Das cores e dos sorrisos
De lágrimas contidas
De choros e ladainhas.
O olho que vê
A boca que pronuncia
E ouvidos que se fecham
A notícia do fim
Noticiando clarões
Raios e dias mas iluminados.
Se é o que nos consome
Se é o que nos sentencia
Digo que as forças
Os braços hão de lutar
Até os confins da batalha.
E mesmo que nos calem a boca
Rasquem os escritos, as poesias
Que nos impeçam de pensar e tentar
O coração ainda pulsará vivaz
Na batida do tambor eterno da vida.
Azulejo
O azu-lejo pregado no chão
Pregado na mão... na mente.
Azu-lejo, azul, azulado de céu dominical.
O azu-lejo dos teus olhos
Da tua teia de ideais amores.
Fixado na pele morena
O azu-lejo com teu nome
Em negrito, maísculo e italico!
Todo azul do azu-lejo
Que vejo azuldado.
Pregado na mão... na mente.
Azu-lejo, azul, azulado de céu dominical.
O azu-lejo dos teus olhos
Da tua teia de ideais amores.
Fixado na pele morena
O azu-lejo com teu nome
Em negrito, maísculo e italico!
Todo azul do azu-lejo
Que vejo azuldado.
E tudo mudou...
O rouge virou blush
O pó-de-arroz virou pó-compacto
O brilho virou gloss
O rímel virou máscara incolor
A Lycra virou stretch
Anabela virou plataforma
O corpete virou porta-seios
Que virou sutiã
Que virou lib
Que virou silicone
A peruca virou aplique, interlace, megahair, alongamento
A escova virou chapinha
"Problemas de moça" viraram TPM
Confete virou MM
A crise de nervos virou estresse
A chita virou viscose.
A purpurina virou gliter
A brilhantina virou mousse
Os halteres viraram bomba
A ergométrica virou spinning
A tanga virou fio dental
E o fio dental virou anti-séptico bucal
Ninguém mais vê...
Ping-Pong virou Babaloo
O a-la-carte virou self-service
A tristeza, depressão
O espaguete virou Miojo pronto
A paquera virou pegação
A gafieira virou dança de salão
O que era praça virou shopping
A areia virou ringue
A caneta virou teclado
O long play virou CD
A fita de vídeo é DVD
O CD já é MP3
É um filho onde éramos seis
O álbum de fotos agora é mostrado por email
O namoro agora é virtual
A cantada virou torpedo
E do "não" não se tem medo
O break virou street
O samba, pagode
O carnaval de rua virou Sapucaí
O folclore brasileiro, halloween
O piano agora é teclado, também
O forró de sanfona ficou eletrônico
Fortificante não é mais Biotônico
Bicicleta virou Bis
Polícia e ladrão virou counter strike
Folhetins são novelas de TV
Fauna e flora a desaparecer
Lobato virou Paulo Coelho
Caetano virou um chato
Chico sumiu da FM e TV
Baby se converteu
RPM desapareceu
Elis ressuscitou em Maria Rita?
Gal virou fênix
Raul e Renato,
Cássia e Cazuza,
Lennon e Elvis,
Todos anjos
Agora só tocam lira...
A AIDS virou gripe
A bala antes encontrada agora é perdida
A violência está coisa maldita!
A maconha é calmante
O professor é agora o facilitador
As lições já não importam mais
A guerra superou a paz
E a sociedade ficou incapaz...
... De tudo.
Inclusive de notar essas diferenças.
Luís Fernando Veríssimo - Fernandim!
Incrívelmente incrível... Krái que massa!
O pó-de-arroz virou pó-compacto
O brilho virou gloss
O rímel virou máscara incolor
A Lycra virou stretch
Anabela virou plataforma
O corpete virou porta-seios
Que virou sutiã
Que virou lib
Que virou silicone
A peruca virou aplique, interlace, megahair, alongamento
A escova virou chapinha
"Problemas de moça" viraram TPM
Confete virou MM
A crise de nervos virou estresse
A chita virou viscose.
A purpurina virou gliter
A brilhantina virou mousse
Os halteres viraram bomba
A ergométrica virou spinning
A tanga virou fio dental
E o fio dental virou anti-séptico bucal
Ninguém mais vê...
Ping-Pong virou Babaloo
O a-la-carte virou self-service
A tristeza, depressão
O espaguete virou Miojo pronto
A paquera virou pegação
A gafieira virou dança de salão
O que era praça virou shopping
A areia virou ringue
A caneta virou teclado
O long play virou CD
A fita de vídeo é DVD
O CD já é MP3
É um filho onde éramos seis
O álbum de fotos agora é mostrado por email
O namoro agora é virtual
A cantada virou torpedo
E do "não" não se tem medo
O break virou street
O samba, pagode
O carnaval de rua virou Sapucaí
O folclore brasileiro, halloween
O piano agora é teclado, também
O forró de sanfona ficou eletrônico
Fortificante não é mais Biotônico
Bicicleta virou Bis
Polícia e ladrão virou counter strike
Folhetins são novelas de TV
Fauna e flora a desaparecer
Lobato virou Paulo Coelho
Caetano virou um chato
Chico sumiu da FM e TV
Baby se converteu
RPM desapareceu
Elis ressuscitou em Maria Rita?
Gal virou fênix
Raul e Renato,
Cássia e Cazuza,
Lennon e Elvis,
Todos anjos
Agora só tocam lira...
A AIDS virou gripe
A bala antes encontrada agora é perdida
A violência está coisa maldita!
A maconha é calmante
O professor é agora o facilitador
As lições já não importam mais
A guerra superou a paz
E a sociedade ficou incapaz...
... De tudo.
Inclusive de notar essas diferenças.
Luís Fernando Veríssimo - Fernandim!
Incrívelmente incrível... Krái que massa!
Mãe
Mãe eu estou de volta!
Cambaleante ainda de dores
Com a marcha lenta, limitada...
Perdoa-me preocupá-la
Com àquelas noites mal dormidas
Das lágrimas pesadas
Que molhavam teu sereno rosto.
Perdoa-me!
Lembra da minha meninice?
Quando o sopro aliviava arranhões na pele?
Sinto falta do teu soprar nas minhas mazelas.
Lembra-se?
Mãe, ainda dói... Dói!
Dói o meu peito, o meu corpo...
Os meus olhos!
Nessas horas peço colo, ombro, beijos...
Peço o teu carinho de filho ferido
Pela teimosia, pelo asfalto ainda frio, pelas palavras
Que às vezes feriam, perfuravam, magoava.
Mãe, não haveria partir sem o seu último adeus!
Não o seu!
Te amo Dona Maria!!
Cambaleante ainda de dores
Com a marcha lenta, limitada...
Perdoa-me preocupá-la
Com àquelas noites mal dormidas
Das lágrimas pesadas
Que molhavam teu sereno rosto.
Perdoa-me!
Lembra da minha meninice?
Quando o sopro aliviava arranhões na pele?
Sinto falta do teu soprar nas minhas mazelas.
Lembra-se?
Mãe, ainda dói... Dói!
Dói o meu peito, o meu corpo...
Os meus olhos!
Nessas horas peço colo, ombro, beijos...
Peço o teu carinho de filho ferido
Pela teimosia, pelo asfalto ainda frio, pelas palavras
Que às vezes feriam, perfuravam, magoava.
Mãe, não haveria partir sem o seu último adeus!
Não o seu!
Te amo Dona Maria!!
Dor
Essa dor que insiste em doer
Esse peito manso, porém
Cheio de pressa ritmada
No compasso da avenida central.
Dói a carne já machucada, apedrejada;
Injeto calmante pelos ouvidos nessa manhã
Como morfina e analgésicos,
É em vão, menina, em vão!
É àquela canção devagar que penetra
Ora me acalmando os nervos
Ora me entristecendo...
Só quero o alívio imediato da dor.
Pergunto-me... Sempre!
O que direi a Deus
Aos meus amigos, à família
Quando a calmaria vier?
Esse peito manso, porém
Cheio de pressa ritmada
No compasso da avenida central.
Dói a carne já machucada, apedrejada;
Injeto calmante pelos ouvidos nessa manhã
Como morfina e analgésicos,
É em vão, menina, em vão!
É àquela canção devagar que penetra
Ora me acalmando os nervos
Ora me entristecendo...
Só quero o alívio imediato da dor.
Pergunto-me... Sempre!
O que direi a Deus
Aos meus amigos, à família
Quando a calmaria vier?
Ela
É o traço do teu rosto, do teu lábio
Que me traz lembranças, fatos
Àqueles dias, tardes em claro
De folhas caídas na praça.
Por favor, minha menina!
Não faz de mim estação
Àquilo que passa, evapora
Transformando-se apenas em mera rotina.
Lembra daquele beijo
Foi ontem, hoje, quando?
Ele se repete aqui ó!
No pensamento uniforme do meu pensar.
Sabe linda, minha força?
Amarrada na sua!
Sabe o meu pensamento?
Totalmente em você.
Minha linda!
Que me traz lembranças, fatos
Àqueles dias, tardes em claro
De folhas caídas na praça.
Por favor, minha menina!
Não faz de mim estação
Àquilo que passa, evapora
Transformando-se apenas em mera rotina.
Lembra daquele beijo
Foi ontem, hoje, quando?
Ele se repete aqui ó!
No pensamento uniforme do meu pensar.
Sabe linda, minha força?
Amarrada na sua!
Sabe o meu pensamento?
Totalmente em você.
Minha linda!
Abraço
Eu te abracei fortemente
Como se houvesse despedida
Como se o tempo encerrasse a vida
Como se a vela tivesse perdido
Sua luz e a energia que emana com o calor.
Não houve despedida
Tampouco o encerramento da vida
Nem mesmo o apagar da vela,
Simplesmente calei, emudeci...
Cessei a voz ao te abraçar.
Eu a beijei às pressas
Como se tivesse no peito
A saudade invadida
Como se no peito ritmasse
A palavra acesa da nostalgia.
Veja,
Aqui pulsa apressado
Aqui pulsa um coração
Cheio de vontade
Vivaz porém magoado.
Como se houvesse despedida
Como se o tempo encerrasse a vida
Como se a vela tivesse perdido
Sua luz e a energia que emana com o calor.
Não houve despedida
Tampouco o encerramento da vida
Nem mesmo o apagar da vela,
Simplesmente calei, emudeci...
Cessei a voz ao te abraçar.
Eu a beijei às pressas
Como se tivesse no peito
A saudade invadida
Como se no peito ritmasse
A palavra acesa da nostalgia.
Veja,
Aqui pulsa apressado
Aqui pulsa um coração
Cheio de vontade
Vivaz porém magoado.
A cidade, o giro e as coisas
A poesia da rua que explode
Que pulsa na vivacidade das pessoas
Que viaja nas veias das meninas
Dos meninos com desejos a flor da pele
Do formigamento dos lábios que pensam
Todas as vezes em tocarem-se.
Eles e elas e o movimento da avenida
Dos carros que sobem e descem
Apressados que cortam e atropelam
O vento que contrário sopra.
Os prédios, casas, vilas e apartamentos
Todos intactos em suas vigas
Fixos em suas raízes sólidas
Cimento e tijolos
Que edificam e abrigam vidas
Que espiam noites de carícias.
O movimento da vida, o giro das coisas
A órbita que rodopia em seu mundo de cores
A cidade que abriga o êxodo
A imigração de sentimentos e ações.
Que pulsa na vivacidade das pessoas
Que viaja nas veias das meninas
Dos meninos com desejos a flor da pele
Do formigamento dos lábios que pensam
Todas as vezes em tocarem-se.
Eles e elas e o movimento da avenida
Dos carros que sobem e descem
Apressados que cortam e atropelam
O vento que contrário sopra.
Os prédios, casas, vilas e apartamentos
Todos intactos em suas vigas
Fixos em suas raízes sólidas
Cimento e tijolos
Que edificam e abrigam vidas
Que espiam noites de carícias.
O movimento da vida, o giro das coisas
A órbita que rodopia em seu mundo de cores
A cidade que abriga o êxodo
A imigração de sentimentos e ações.
Norteado
Enquanto os segundos passam
A sua ausência se solidifica
Torna-se mais prática!
Meus dedos, minhas unhas...
Sofrem com o roem dos dentes.
Parte de mim é seu
Parte de você permanece íntimo
Tão intimo quanto a poesia, a rima...
O beijo que desbrota em meus lábios
O pesamento que flui ao acordar.
Me perco sempre
Seria andarilho de mundos e cores
Cheiros e tons...
Mas, me encontro, me norteio
Todas as vezes que teu olhar me olha.
Quando o encontro é possibiltado
Quando as mãos, os dedos se tocam
Quando os abraços se aquecem
Quando a saudade se despede
Eu serei mais feliz ao seu lado.
Minha linda!
A sua ausência se solidifica
Torna-se mais prática!
Meus dedos, minhas unhas...
Sofrem com o roem dos dentes.
Parte de mim é seu
Parte de você permanece íntimo
Tão intimo quanto a poesia, a rima...
O beijo que desbrota em meus lábios
O pesamento que flui ao acordar.
Me perco sempre
Seria andarilho de mundos e cores
Cheiros e tons...
Mas, me encontro, me norteio
Todas as vezes que teu olhar me olha.
Quando o encontro é possibiltado
Quando as mãos, os dedos se tocam
Quando os abraços se aquecem
Quando a saudade se despede
Eu serei mais feliz ao seu lado.
Minha linda!
...
Postado por
Isac
on fevereiro 08, 2010
/
Comments: (1)
Com os últimos acontecimentos, com os últimos giros da minha vida, com as derradeiras dores, você veio pra tentar consertar tudo. Veio arrumar a cozinha da minha vida! Linda, pensei em você essa noite, assim como o faço todos os dias. Pensei o quanto tornei-me seu e na necessidade em tê-la ao meu lado. Quero estar contigo, sempre!
Minha Linda!
Todos...
Todas as cores de Frida
Todos os olhos de Capitu
Todos os beijos de Linda
Todas as formas de Picasso.
Todo o calor que o sol dispõe
Todo o toque de suas mãos
Todo o pensar de Descartes
Todo o explicar de Froid.
Todo o encanto de Mário
Toda delicadeza de Virgínia
Todos os toques, todos os beijos...
Todos os olhares de Bricce.
Minha Linda!
Todos os olhos de Capitu
Todos os beijos de Linda
Todas as formas de Picasso.
Todo o calor que o sol dispõe
Todo o toque de suas mãos
Todo o pensar de Descartes
Todo o explicar de Froid.
Todo o encanto de Mário
Toda delicadeza de Virgínia
Todos os toques, todos os beijos...
Todos os olhares de Bricce.
Minha Linda!
Ela me diz, sempre!
Eu ouvi a voz:
A voz que gritava ao meu ouvido
Não devo temer, entristecer... Pois
Estás sempre ao meu lado
É uma voz que pulsa
Que acalma e apazigua os nervos
Que nervosos se indagam sempre.
Um som que diz
Um som que fala... Pronuncia-se!
Um som uniforme
Que transforma minhas tardes e os meus dias.
Essa voz sai da sua boca,
Invade meus ouvidos
Dizendo-me baixinho e uníssono
Tudo dará certo,
É tão lindo!
Minha linda...
A voz que gritava ao meu ouvido
Não devo temer, entristecer... Pois
Estás sempre ao meu lado
É uma voz que pulsa
Que acalma e apazigua os nervos
Que nervosos se indagam sempre.
Um som que diz
Um som que fala... Pronuncia-se!
Um som uniforme
Que transforma minhas tardes e os meus dias.
Essa voz sai da sua boca,
Invade meus ouvidos
Dizendo-me baixinho e uníssono
Tudo dará certo,
É tão lindo!
Minha linda...
Àquele olhar
Busco inspiração no último olhar
Olhares trocados e um beijo concedido
De duas bocas que comprimem
Desejos, anseios e medos.
Dois olhares que se fitam e calam
Quando nem as palavras se pronunciam.
Um beijo por seus pensamentos!
O que pensas agora? Qual o teu medo?
Só um olhar se pronuncia,
O mesmo que me olha
Todos os dias, todas as horas
E me encanta amiúde.
E me encanta, e me encanta repetidas vezes...
Como se me encantasse
Sempre pela primeira vez.
Minha linda...
Olhares trocados e um beijo concedido
De duas bocas que comprimem
Desejos, anseios e medos.
Dois olhares que se fitam e calam
Quando nem as palavras se pronunciam.
Um beijo por seus pensamentos!
O que pensas agora? Qual o teu medo?
Só um olhar se pronuncia,
O mesmo que me olha
Todos os dias, todas as horas
E me encanta amiúde.
E me encanta, e me encanta repetidas vezes...
Como se me encantasse
Sempre pela primeira vez.
Minha linda...
Assim?
É assim! Tem que ser assim?
Um sim solidificado:
Tem que ser assim, pronto!
Perdoa-me o crime
O crime de pensar na morte
De me entristecer com os fatos;
Com minhas dores;
Com minhas nostalgias,
E a monotonia!
Um sim solidificado:
Tem que ser assim, pronto!
Perdoa-me o crime
O crime de pensar na morte
De me entristecer com os fatos;
Com minhas dores;
Com minhas nostalgias,
E a monotonia!
Ausência
Hoje acordei e senti a falta
A ausência do calor do beijo
Do toque de suas mãos.
Das palavras ditas
E as trocas de olhares.
Sentir a saudade que invade,
Alavanca o pontão do peito,
Abrindo-o ao frio noturno.
Sentir a saudade que sussurra
Bem no pé do ouvido
Que diz que grita e clama
Silenciosamente e ensurdecedor.
Pois é, pois é, minha linda. Senti sua falta nesse dia, tanto que me rendeu poesia.
A ausência do calor do beijo
Do toque de suas mãos.
Das palavras ditas
E as trocas de olhares.
Sentir a saudade que invade,
Alavanca o pontão do peito,
Abrindo-o ao frio noturno.
Sentir a saudade que sussurra
Bem no pé do ouvido
Que diz que grita e clama
Silenciosamente e ensurdecedor.
Pois é, pois é, minha linda. Senti sua falta nesse dia, tanto que me rendeu poesia.
Ser
O espelho que reflete
O ser
Assanhado, maquiado
Desfarçado.
Deixa indagações no ar
Pairando
No ar...
Quem reflete no espelho?
Um ser
Que sabe ser
Apenas um ser?
O ser
Assanhado, maquiado
Desfarçado.
Deixa indagações no ar
Pairando
No ar...
Quem reflete no espelho?
Um ser
Que sabe ser
Apenas um ser?
Mais um minuto
Frações de minutos e
Já se passaram horas!
Como o tempo evapora
A sua leve companhia.
Como o tempo voa!
Estrelas brilharam
Sem pressa e monotonia
Sorrisos riram, logo;
Olhos se viram
E nossos lábios
Tocaram-se poeticamente,
Sob a tenda densa
E estrelada
Do céu de um belo dia.
Instante que passa
Que pisca, faísca e some
Beijo que adormece
Acalma, que brinca!
Pensamentos que flutuam
Que lentamente consomem
Que rapidamente
Envolvem-nos.
Menina, linda, mulher!
Vinte duas horas;
Mais dez minutos.
Nenhum minuto
Nenhum minuto
Nenhum minuto
Longe de você!
Minha linda!
Já se passaram horas!
Como o tempo evapora
A sua leve companhia.
Como o tempo voa!
Estrelas brilharam
Sem pressa e monotonia
Sorrisos riram, logo;
Olhos se viram
E nossos lábios
Tocaram-se poeticamente,
Sob a tenda densa
E estrelada
Do céu de um belo dia.
Instante que passa
Que pisca, faísca e some
Beijo que adormece
Acalma, que brinca!
Pensamentos que flutuam
Que lentamente consomem
Que rapidamente
Envolvem-nos.
Menina, linda, mulher!
Vinte duas horas;
Mais dez minutos.
Nenhum minuto
Nenhum minuto
Nenhum minuto
Longe de você!
Minha linda!
Amor e paixão
Postado por
Isac
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Comments: (0)
Linda, meu peito sente
Quando a vejo de longe.
Bate forte, pulsa, galopa...
Explode em bum!
É amor ou paixão?
Afeto ou distração jovial?
Uma aceleração cardíaca
E uma guerra na cabeça.
Perco as idéias quando cedo
Passo e não a vejo sentada
Sinto o seu perfume
Apenas com a antiga lembrança.
É a mor ou paixão?
Acordo pensando
Durmo a pensar
Vivo a sonhar.
Meu Deus!
Dói o peito com a sua ausência
Angustia-me não vê-la
Não me contenho.
Ora, nem nos falamos ainda.
Foi apenas um cumprimento
Oi, como vai?
E um beijo às pressas.
Amor platônico?
Uma vez ouvi dizer:
Amor impossível
Difícil de acontecer.
Tenho de tomar coragem!
Ela sempre me olha
E sempre nos olhamos
Só as palavras que emudecem.
Preciso de uma roupa nova
Um perfume novo
Ela precisa me notar
E enfim poder dizer.
Menina,
Por ti eu tenho uma queda
Desconheço a significação
Entre amor e paixão.
Mas a olho todo dia
Perco o sono e o sonho
Na simples possibilidade
De você não me aceitar.
O que eu sinto menina,
É amor e paixão.
Tormento e calmaria
Bossa nova e rock’n roll.
Quando a vejo de longe.
Bate forte, pulsa, galopa...
Explode em bum!
É amor ou paixão?
Afeto ou distração jovial?
Uma aceleração cardíaca
E uma guerra na cabeça.
Perco as idéias quando cedo
Passo e não a vejo sentada
Sinto o seu perfume
Apenas com a antiga lembrança.
É a mor ou paixão?
Acordo pensando
Durmo a pensar
Vivo a sonhar.
Meu Deus!
Dói o peito com a sua ausência
Angustia-me não vê-la
Não me contenho.
Ora, nem nos falamos ainda.
Foi apenas um cumprimento
Oi, como vai?
E um beijo às pressas.
Amor platônico?
Uma vez ouvi dizer:
Amor impossível
Difícil de acontecer.
Tenho de tomar coragem!
Ela sempre me olha
E sempre nos olhamos
Só as palavras que emudecem.
Preciso de uma roupa nova
Um perfume novo
Ela precisa me notar
E enfim poder dizer.
Menina,
Por ti eu tenho uma queda
Desconheço a significação
Entre amor e paixão.
Mas a olho todo dia
Perco o sono e o sonho
Na simples possibilidade
De você não me aceitar.
O que eu sinto menina,
É amor e paixão.
Tormento e calmaria
Bossa nova e rock’n roll.